(Trad. Guilherme de Almeida
Estes lamentos
Dos violões lentos
Do outono
Enchem minha alma
De uma onda calma
De sono.
E soluçando,
Pálido, quando
Soa a hora,
Recordo todos
Os dias doidos
De outrora.
E vou à toa
No ar mau que voa.
Que importa?
Vou pela vida,
Folha caída
E morta.
Canção de outono
(trad. Fernando José Fagundes Ribeiro)
Longos suspiros
Dos violinos
Desse outono
Causam-me dor
Com seu langor
Monótono.
Bem sufocando e
Pálido quando
Soa a hora,
Lembra minh´alma
Da antiga calma
e ela chora
E eu vou-me, tchau
No vento mau
Que me porta
Aqui, ali
Tal como ti
Folha morta.
(Paul Verlaine)
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