Louva o centro e o estável
o que se movimenta
num percurso orientado
pelo fim a que se encaminha,
pela origem de que não se desprende.
Com tal modelo de movimento,
na trajetória percorrida
o herói da aventura rasa
viaja a não viagem e colhe
pouco do que se lhe oferece.
Sempre à distância,
no conforto das garantias,
é incapaz de enfrentar
os riscos que os rios de
certos risos trazem.
Para bem caber dentro de si,
jamais se desamarra da
sua imagem-cápsula para
atravessar o espelho.
Se lançado no continente
das incertezas busca ele
o firme das pedra nas
coisas que consome,
na música que ouve,
a que o leva mas que não
deixa de trazê-lo de volta;
não sendo ela “o barco bêbado”,
não faz mais que “dar um giro”
em torno de um eixo
“imóvel”, o centro tonal.
Deus é a nostalgia do fixo.
(Bruno Holmes Chads)
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